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CASO MARCHETTI
Promotor recorre de decisão que absolveu réu por contrariedade às provas do assassinato

 
 
Por: Redação - Leverger News
Fonte: Olhar Direto

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O promotor de justiça Natanael Moltocaro Fiúza impetrará recurso, no fim da tarde desta sexta-feira (10), contra decisão do Tribunal do Júri que absolveu o caseiro Anastácio Marafon da morte do ex-secretário de Infraestrutura Vilceu Marchetti, de 53 anos. Conforme o representante do Ministério Público Estadual, a sentença foi contrária às provas dos autos.

“Já está pronto o recurso, vai ser impetrado ainda hoje”, afirmou o Moltocaro, complementando que uma sentença como a proferida pelo Júri pode ser combatida por pedido de nulidade dos fatos ou decisão manifesta contrária às provas. “É difícil saber exatamente o que ocorreu, o voto é sigiloso, em principio resta pensar que aquela é a convicção dos jurados, por mais absurda que seja”, finalizou.

 

O presidente do Juri, Juiz Murilo Moura Mesquita reunido com o Promotor e advogados da defesa
O presidente do Juri, Juiz Murilo Moura Mesquita reunido com o Promotor e advogados da defesa

 

O Julgamento

Após cerca de 15 horas, Marafon foi absolvido da morte do ex-secretário no governo Blairo Maggi, Vilceu Marchetti. O Conselho de Sentença emitiu por volta de 0h15, a decisão.

Anastácio, que tem como profissão o cargo de caseiro de fazenda, teve em sua defesa o renomado escritório de advocacia de Oscar César Ribeiro Travassos Filho. Além de Oscar, os advogados Luciano Guilherme Barbosa dos Santos e Leidineia Kátia Bosi atuaram na defesa de Anastácio.

Réu confesso, Marafon apontou que agiu em legítima defesa. A sessão do júri foi realizada no Fórum de Santo Antônio do Leverger. O crime foi cometido na comunidade de Capoerinha, na sede da fazenda Mar Azul, na região de Santo Antônio, em 14 de junho de 2014.

 

Jurados ouvem a defesa do réu, representado pelo advogado Oscar Travassos Filho
Jurados ouvem a defesa do réu, representado pelo advogado Oscar Travassos Filho

 

O réu, durante a sessão, afirmou que agiu em legítima defesa, contrariando as primeiras declarações sobre o caso. Ele foi preso em flagrante. No julgamento, ele afirmou que só estava armado pois o trabalho desenvolvido em uma fazenda necessita do emprego de uma arma para poder espantar animais.

Segundo a defesa, a vítima é quem teria atirado contra Marafon, que havia molestado a esposa de Anastácio horas antes do crime. O corpo de Viceu foi achado no quarto da sede da fazenda e estava em uma cama.